CURIOSIDADESAntes do iPhone: a pré-história do smartphone que ninguém lembra

O smartphone é hoje o objeto mais usado no bolso de bilhões de pessoas, mas boa parte da sua história é desconhecida até dos usuários mais assíduos. Do primeiro celular do mundo a hábitos estranhos que a maioria de nós tem sem perceber, veja algumas curiosidades sobre o aparelho que praticamente virou uma extensão do corpo humano.

O primeiro celular pesava quase 800 gramas

O “avô” dos smartphones atuais foi o Motorola DynaTAC 8000X, lançado comercialmente em 1983. O aparelho pesava quase 800 gramas, custava o equivalente a milhares de dólares em valores atuais e oferecia apenas 30 minutos de bateria para conversação, além de precisar de até 10 horas para carregar completamente. Ainda assim, ele foi um sucesso de vendas e abriu caminho para a telefonia móvel como conhecemos hoje.

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“Smartphone” já existia antes do iPhone

Embora o iPhone, lançado em 2007, seja frequentemente citado como o marco da era smartphone, o termo e o conceito já existiam bem antes. O IBM Simon, lançado em 1994, é considerado por muitos historiadores o primeiro smartphone do mundo: ele já tinha tela sensível ao toque, agenda, calculadora, e-mail e até um aplicativo de desenho, mais de uma década antes do aparelho da Apple popularizar o formato.

Seu celular provavelmente tem mais poder de processamento que a NASA usou na Apollo 11

Uma comparação que costuma surpreender: o computador de bordo usado na missão Apollo 11, que levou o homem à Lua em 1969, tinha uma capacidade de processamento infinitamente menor do que qualquer smartphone básico vendido hoje. Isso não significa que qualquer celular poderia pilotar uma nave — os sistemas são feitos para propósitos completamente diferentes —, mas ilustra o quanto a computação avançou em poucas décadas.

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A ansiedade de ficar sem celular tem nome

O medo ou desconforto de ficar sem o smartphone por perto, sem bateria ou sem sinal, é chamado de “nomofobia” (do inglês “no-mobile-phone phobia”). O termo começou a ser usado em pesquisas de comportamento no início dos anos 2010 e hoje é estudado como parte dos efeitos psicológicos do uso intenso de tecnologia, especialmente entre gerações que cresceram com o aparelho sempre por perto.

Businessman holding a foldable smartphone, technology concept

Carregar o celular à noite pode ser menos eficiente do que parece

Diferente do que muita gente pensa, deixar o smartphone carregando a noite inteira não “estraga” a bateria como acontecia com aparelhos antigos — os smartphones modernos têm chips que interrompem a carga quando o aparelho atinge 100%. Ainda assim, especialistas recomendam manter a carga entre 20% e 80% sempre que possível, já que isso reduz o desgaste químico da bateria de lítio a longo prazo e prolonga sua vida útil.

Do tijolão de quase 800 gramas ao aparelho fino que cabe no bolso, a jornada do smartphone mostra como a tecnologia móvel evoluiu rápido — e ainda tem muita curiosidade escondida por trás da tela que a gente usa todos os dias.

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