
Depois de vinte anos de espera, a franquia Onimusha finalmente ganhou um novo capítulo. Onimusha: Way of the Sword chegou nesta sexta-feira (4) para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC, marcando o retorno de uma das séries mais queridas da Capcom, e a recepção da crítica especializada tem sido, até agora, extremamente positiva. Para muitos fãs que acompanharam a saga desde seus primeiros títulos no início dos anos 2000, a expectativa em torno desse retorno era enorme, especialmente depois de tantos anos sem novidades sobre o futuro da franquia.
Onimusha: Um samurai real como novo protagonista
O jogo abandona os personagens clássicos da série original e coloca o jogador no controle de Miyamoto Musashi, samurai real da história do Japão, reimaginado dentro do universo sobrenatural da franquia. A trama se passa em um Kyoto tomado por criaturas demoníacas conhecidas como Genma, no início do período Edo, e mistura tom dramático com momentos de humor mais leve, aproximando a narrativa do estilo de um filme de Akira Kurosawa, segundo apontam análises da imprensa especializada.
A ambientação em um bairro aberto de Kyoto, que pode ser explorado livremente entre missões principais e secundárias, é uma das novidades mais comentadas da franquia, que historicamente sempre trabalhou com cenários mais lineares e fechados.
Combate elogiado, mas com ressalvas
O ponto mais celebrado por quem já testou o jogo é o sistema de combate, construído em torno de aparos, esquivas e contra-ataques que recompensam precisão e ritmo. Veículos de peso na cobertura de games classificaram a experiência como um dos combates mais bonitos e cinematográficos já vistos em um jogo do gênero, com execuções em cadeia e animações que reagem de forma diferente dependendo do ângulo e do momento do ataque.
Nem tudo, porém, recebeu elogios unânimes. Algumas análises apontam que o jogo sofre com repetição de chefes ao longo da campanha, que gira em torno de 30 horas, além de saltos abruptos de dificuldade entre inimigos comuns e chefões. O mapa aberto de Kyoto também dividiu opiniões: para parte da crítica, a área carece de vida própria fora das missões, dando a sensação de um cenário estático quando o protagonista não está por perto.
Apesar dos senões, a nota geral tem ficado consistentemente alta. Veículos internacionais como Nintendo Life e RPG Site atribuíram nota 9 de 10 ao jogo, chamando-o de um “renascimento samurai soberbo” da franquia, enquanto publicações brasileiras também classificaram o título entre os melhores lançamentos do ano, especialmente em um 2026 já reforçado por outros sucessos da Capcom, como Resident Evil: Requiem e PRAGMATA.
Outro destaque do lançamento é o desempenho técnico da versão para Nintendo Switch 2, anunciada mais tardiamente que as demais plataformas. Segundo análises publicadas, o port entrega uma experiência estável e bem otimizada, reforçando a reputação que a Capcom vem construindo com o console da Nintendo desde seus primeiros anos no mercado, ao trazer jogos AAA recentes para o hardware híbrido sem grandes concessões visuais.
Com dublagem em português brasileira elogiada por parte da crítica nacional, trilha sonora bem avaliada e um sistema de combate considerado um dos pontos altos do ano para o gênero de ação, Onimusha: Way of the Sword se consolida como um retorno de peso para a franquia. Resta saber se o jogo vai conseguir sustentar essa recepção positiva também junto ao público em geral nas próximas semanas, à medida que mais jogadores tiverem a chance de completar a campanha e formar sua própria opinião sobre os altos e baixos already apontados pela crítica especializada.