
A franquia Resident Evil ganha um novo capítulo nos cinemas brasileiros a partir de 17 de setembro, com uma proposta que rompe completamente com tudo o que veio antes. O novo filme, dirigido por Zach Cregger, chega como uma reinvenção total do universo criado pela Capcom, sem nenhuma ligação direta com as sete produções em live-action lançadas desde 2002. A expectativa em torno do projeto cresceu bastante desde o primeiro teaser, especialmente entre fãs que acompanham a franquia desde seus primeiros jogos e que já vinham insatisfeitos com os rumos tomados pelas adaptações anteriores, tanto no cinema quanto na televisão, ao longo das últimas duas décadas.
Resident Evil: Um diretor de peso assumindo o comando
Cregger é hoje um dos nomes mais celebrados do terror no cinema, graças ao sucesso crítico e comercial de Barbarian (2022) e Weapons (2025). A escolha dele para reerguer Resident Evil não foi por acaso: depois do fracasso comercial e crítico de Bem-vindos a Raccoon City (2021) e do cancelamento da série da Netflix ligada à franquia, a Constantin Film começou a arquitetar um novo reboot ainda em 2022, e Cregger foi contratado em janeiro de 2025 para assumir o projeto, com a Sony e a PlayStation Productions entrando como parceiras na produção.
A nova história acompanha Bryan (Austin Abrams), um entregador de suprimentos médicos que precisa fazer uma entrega no Hospital Geral de Raccoon City, sem imaginar que um surto zumbi já está em curso na cidade. O que deveria ser um trabalho de rotina se transforma em uma corrida desesperada pela sobrevivência ao longo de uma única noite. O elenco ainda conta com Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser, este último no papel de Carl, um dos cientistas ligados à Umbrella Corporation.
Sem personagens clássicos, mas com respeito à origem
Um dos detalhes mais comentados sobre o projeto é a ausência total de personagens icônicos da franquia original, como Alice, Chris Redfield ou Jill Valentine. A decisão reforça o caráter de reinício completo: Cregger optou por contar uma história inteiramente nova, ambientada poucos meses após os eventos do segundo jogo da série, lançado originalmente em 1998 e posteriormente remasterizado com grande sucesso de crítica em 2019.
Apesar de não recorrer a rostos conhecidos dos games ou dos filmes anteriores, o diretor já declarou publicamente ser um jogador de longa data da franquia, afirmando ter completado Resident Evil 4 dezenas de vezes e buscar reproduzir na tela a sensação de tensão e sobrevivência que only os jogos conseguiam entregar. A intenção declarada é honrar a essência da experiência interativa sem depender de nostalgia ou referências diretas ao que já foi contado antes nos filmes.
Uma aposta arriscada para reerguer a franquia

O filme tem orçamento estimado em US$ 80 milhões e reúne nomes de peso por trás das câmeras, incluindo o fotógrafo Dariusz Wolski e roteiro coescrito por Shay Hatten, também responsável por roteiros da franquia John Wick. A aposta da Sony em confiar o projeto a um diretor autoral, vindo do terror independente, e sem obrigação de reciclar elementos das produções anteriores, é vista pela imprensa especializada como uma tentativa de reconquistar tanto a crítica quanto o público depois de anos de resultados irregulares para a franquia no cinema.
Com apenas 93 minutos de duração e classificação indicativa voltada ao público adulto, o novo Resident Evil promete um ritmo mais enxuto e direto do que boa parte dos filmes anteriores da série. A expectativa agora é ver se a estratégia de recomeçar do zero, apostando na reputação de Cregger no gênero terror, vai conseguir agradar tanto os fãs históricos dos jogos quanto espectadores que nunca tiveram contato com a franquia antes.