
O estalo de dedos mais famoso do cinema acabou de ecoar de novo, só que dessa vez nos relatórios de bilheteria. Vingadores Ultimato (Endgame) voltou a ser a maior bilheteria da história e tomou o trono de Avatar por uma margem minúscula. O filme da Marvel chegou a US$ 2,9255 bilhões no mundo, contra US$ 2,9237 bilhões do longa de James Cameron. Em um universo de quase três bilhões de dólares, a vantagem de cerca de US$ 1,8 milhão é praticamente um piscar de olhos de Thanos.
Ultimato retoma o posto de maior bilheteria da história por margem mínima
A virada foi tão disputada que parece decisão de mata-mata resolvida nos acréscimos. Pelos números mais recentes, a diferença entre os dois gigantes ficou em pouco mais de US$ 1,8 milhão, o que explica por que muita gente fala em empate técnico. Mesmo assim, no placar oficial, quem está na frente agora são os Vingadores. Para os fãs da Marvel, é uma espécie de revanche guardada há cinco anos, e para a Disney é uma ótima notícia justamente quando o estúdio prepara a chegada do próximo grande evento da franquia.
O resultado vem sete anos depois da estreia original, e mostra como o longa de 2019 continua rendendo nas salas. Na época, o filme já tinha feito história logo de cara: foram cerca de US$ 1,2 bilhão no primeiro fim de semana, o único título a passar de US$ 1 bilhão em apenas três dias de exibição.
O relançamento Encore foi o herói da virada
Quem entrou em cena para decidir a disputa foi Vingadores: Ultimato Encore, a reedição do filme de 2019 nos cinemas. Desde o fim de setembro, a nova exibição acrescentou cerca de US$ 128 milhões à arrecadação, o suficiente para cobrir os US$ 126 milhões que separavam o filme de Avatar e ainda sobrar uma pequena vantagem. O fim de semana de estreia do Encore já tinha mostrado a força da aposta, com cerca de US$ 86 milhões no mundo, segundo a imprensa internacional.
A versão ainda trouxe material extra e cenas adicionais ligadas ao próximo capítulo da saga, funcionando como ponte até Vingadores: Doomsday. É uma jogada esperta: dá um motivo para o fã voltar à sala de cinema, rever o adeus do Homem de Ferro e, de quebra, esquentar os motores para o que vem por aí.

A gangorra com Avatar já dura anos
Essa briga não é nova. Depois do lançamento em 2009, Avatar segurou o título de maior bilheteria por uma década, até Ultimato quebrar o recorde em 2019. Em 2021, o filme de James Cameron voltou aos cinemas, com um retorno na China que rendeu quase US$ 58 milhões, e retomou a liderança antes da chegada de Avatar: O Caminho da Água. Cinco anos depois, os Vingadores voltam ao pódio.
Foi assim que o posto trocou de mãos mais de uma vez desde a estreia de Ultimato, sempre com um relançamento no meio do caminho. Dá para dizer que a Marvel e os Na’vi vivem um eterno cabo de guerra em que ganha quem tiver o relançamento mais recente.
Um recorde que vale no valor nominal
Vale um detalhe importante para não cair em discussão de fã: o ranking considera os valores nominais arrecadados nas salas, sem correção pela inflação. Ou seja, a coroa de maior bilheteria da história é mais simbólica do que técnica, e a diferença é tão pequena que um novo retorno de Avatar aos cinemas poderia inverter o placar rapidamente. Se a inflação entrasse na conta, o ranking seria bem diferente. Então, se você acha que essa história acabou aqui, lembre que no mundo dos blockbusters o ranking costuma durar até o próximo relançamento.

Doomsday vem aí e a pressão é alta
Com Vingadores: Doomsday marcado para 17 de dezembro de 2026 nos cinemas, o timing do recorde não poderia ser melhor para a Marvel. O filme vai reunir heróis dos Vingadores, do Quarteto Fantástico, de Thunderbolts e dos X-Men para enfrentar Doutor Destino, interpretado por Robert Downey Jr. Depois disso, a saga segue para Vingadores: Guerras Secretas, previsto para dezembro de 2027.
Até lá, a pergunta que fica entre os fãs é se um dos novos capítulos terá fôlego para brigar pelo título ou se Ultimato vai continuar sendo a maior bilheteria da história. Quanto a Avatar, a história mostra que Pandora costuma voltar quando menos se espera.