Marcado oficialmente para o dia 12 de agosto, em Nova York, o evento “Made by Google” 2026 deve apresentar a nova linha Pixel 11, e o destaque técnico já está definido antes mesmo do anúncio: o Tensor G6, codinome “Malibu”, será fabricado pela TSMC no processo de 2 nanômetros — tornando o Pixel 11 o primeiro smartphone do mercado a chegar às lojas com esse nível de litografia, um mês antes até da linha iPhone 18, que deve usar o mesmo processo em setembro.
Tensor G6: mais eficiência, arquitetura nova
Segundo vazamentos consolidados por veículos como 9to5Google, Android Authority e GSMArena, o Tensor G6 adota transistores Gate-All-Around, tecnologia inédita em um chip Android de grande volume, e organiza a CPU em sete núcleos: um núcleo principal ARM C1-Ultra a 4,11 GHz, quatro núcleos de performance C1-Pro a 3,38 GHz e dois núcleos de eficiência a 2,65 GHz. A promessa é de ganho de 15% a 20% em eficiência energética sobre o Tensor G5 do Pixel 10, resposta direta às críticas de aquecimento que perseguem a linha Tensor desde o início. O chip vem acompanhado de GPU PowerVR (substituindo a Mali usada até aqui), modem 5G MediaTek M90 e uma nova unidade “Santafe” dedicada a tarefas de IA local, incluindo o processamento do Gemini diretamente no aparelho.
Quatro modelos e câmeras renovadas
A linha deve trazer quatro aparelhos: Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e Pixel 11 Pro Fold. O sistema de câmeras foi reconstruído, com destaque para uma nova lente periscópica telefoto de 48 MP e melhor desempenho em pouca luz em toda a linha. As telas também evoluem: os painéis do Pixel 11 devem atingir até 2.450 nits de brilho de pico, ante os 2.000 nits da geração anterior, facilitando a visualização sob luz solar direta. Outra novidade estética é o “Pixel Glow”, um anel de notificação em RGB integrado à barra de câmeras, que acende para chamadas e alertas

Preço e disputa de mercado
Vazamentos de precificação europeia — ainda não confirmados oficialmente — apontam o Pixel 11 partindo de 999 euros na versão de 256 GB, com o Pixel 11 Pro entre 1.199 e 1.589 euros dependendo da configuração. Nos EUA, estimativas apontam preço inicial em torno de US$ 900. Há também rumores de que a RAM base dos modelos Pro possa recuar de 16 GB para 12 GB, e de baterias com capacidades nominalmente menores que a geração Pixel 10 — pontos que ainda dividem quem acompanha os vazamentos e só devem ser confirmados no palco em Nova York.
O lançamento acontece em meio a um agosto especialmente movimentado para o mercado chinês e global de smartphones, com estreias como Huawei nova 16 SE, Redmi K100 Pro e o Honor Robot Phone entrando em produção em massa — mas é o Pixel 11 que carrega o feito mais simbólico do mês: pela primeira vez, o Google chega ao mercado com um processo de fabricação de chip geracionalmente equivalente ao da Apple, e ainda por cima, semanas antes dela.

O evento também deve trazer o Pixel Watch 5 ao palco, reforçando a estratégia da Google de tratar o hardware como um ecossistema integrado, não só smartphones isolados. Com a data confirmada e boa parte das especificações já mapeadas por vazamentos, a expectativa agora é só pela oficialização — e pela confirmação (ou não) dos rumores sobre bateria e memória RAM que ainda geram dúvida entre os analistas.