Depois de anos prometendo, a OPPO finalmente entregou. O Find X9 Ultra chegou ao mercado global — e também ao Brasil — como um dos smartphones mais ambiciosos do ano, apostando tudo em fotografia para brigar de igual para igual com Samsung, Xiaomi e Apple no segmento premium. Testamos as especificações e o conjunto de recursos do aparelho para entender se ele realmente merece o título de melhor câmera de celular de 2026.

Câmera: a grande estrela do aparelho
O ponto alto do Find X9 Ultra é, sem dúvida, o conjunto fotográfico desenvolvido em parceria com a Hasselblad. São quatro câmeras traseiras, com destaque para a principal de 200 MP, uma ultra grande angular de 50 MP, uma teleobjetiva de 200 MP com zoom óptico de 3x e a grande novidade: uma teleobjetiva com zoom óptico de 10x, recurso raro até mesmo entre os rivais mais caros.
Na prática, o resultado é um sistema extremamente versátil, capaz de registrar desde paisagens amplas até fotos com aproximação extrema sem perder muita qualidade. O aparelho aposta em um processamento de HDR mais agressivo, que resgata detalhes em sombras e entrega céus com azul mais profundo — um estilo mais “impactante” para redes sociais, em contraste com a abordagem mais natural de concorrentes como o Xiaomi 17 Ultra. Em vídeo, o Find X9 Ultra grava em 4K a 120fps em todas as câmeras traseiras.
Desempenho e tela
Por baixo do capô, o Find X9 Ultra roda com o Snapdragon 8 Elite Gen 5, atualmente o processador mais avançado disponível no mercado Android. Isso se traduz em números elevados no Geekbench e, mais importante, em uma experiência de uso sem travamentos, mesmo em jogos pesados ou tarefas múltiplas simultâneas.
A tela é um painel LTPO AMOLED de 6,82 polegadas, com resolução de 3168 x 1440 pixels (cerca de 510 ppi) e taxa de atualização variável entre 1 Hz e 144 Hz. A calibração de cor é excelente de fábrica, dispensando ajustes manuais para a maioria dos usuários. O aparelho também acumula três certificações de resistência à água e poeira — IP66, IP68 e IP69 —, indo além do padrão comum entre os concorrentes “Ultra”.
Bateria: o maior trunfo escondido
Se a câmera é o argumento de venda mais óbvio, a bateria pode ser a surpresa mais relevante do aparelho. Com 7050 mAh, a capacidade é consideravelmente maior do que a média dos rivais premium — e, ao contrário do que normalmente acontece em celulares focados em fotografia, isso não veio à custa do desempenho. Em uso intenso ao longo do dia, o aparelho consegue terminar a noite com boa margem de carga, reduzindo a dependência de poder banks. O carregamento rápido de 100W via SUPERVOOC também ajuda: poucos minutos já recuperam boa parte da carga.
Vale a pena?
O maior obstáculo do Find X9 Ultra não é técnico, é o preço. Em mercados internacionais, o aparelho ultrapassa a barreira psicológica cobrada pelos concorrentes diretos, como Galaxy S26 Ultra, Xiaomi 17 Ultra e iPhone 17 Pro Max. É um valor alto mesmo para o segmento “Ultra”, o que pode limitar seu apelo fora do público mais entusiasta de fotografia mobile.
Ainda assim, para quem prioriza fotografia e autonomia de bateria sem abrir mão de desempenho de ponta, o Find X9 Ultra se consolida como uma das opções mais completas do mercado Android em 2026 — mesmo com o preço elevado pesando na decisão final de compra.