SMARTPHONESGoogle aumenta preço dos novos celulares por causa da escassez de chips de memória

O Google oficializou sua nova geração de smartphones com um detalhe que pegou mal entre os fãs da marca: os preços subiram. A linha Pixel 11 chegou ao mercado internacional US$ 100 mais cara em cada modelo, e a empresa apontou diretamente a causa: uma escassez “sem precedentes” de chips de memória, resultado direto da explosão de demanda por data centers de inteligência artificial.

O que mudou na linha Pixel 11

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Apresentada durante o evento Made by Google, conduzido pelo comediante Trevor Noah, a nova família reúne quatro modelos: Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e o dobrável Pixel 11 Pro Fold. Todos estreiam o novo processador Tensor G6, fabricado em processo de 2 nanômetros e desenvolvido para rodar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho — com ganhos de até 25% na navegação, 15% na abertura de aplicativos e 20% na eficiência energética, segundo o Google.

O armazenamento mínimo também mudou: a opção de 128 GB foi eliminada, e agora o piso da linha é de 256 GB, com variantes de até 1 TB nos modelos Pro. A memória RAM chega a 16 GB, e a bateria do modelo base tem 4.985 mAh. Os aparelhos Pro trazem ainda o HiLight, um sistema de LEDs na parte traseira que exibe notificações sem precisar acender a tela — recurso ausente no Pixel 11 padrão.

Quanto vai custar

Nos Estados Unidos, os novos preços partem de US$ 899 para o Pixel 11 e chegam a US$ 1.899 no Pixel 11 Pro Fold — um salto de US$ 100 em relação à geração anterior em cada modelo da linha. A pré-venda já está aberta na Google Store desde o dia 12 de agosto, com chegada às lojas físicas prevista para 20 de agosto. Até o momento, não há confirmação oficial de lançamento da linha no Brasil, e o Google historicamente não vende seus Pixels no país.

Por que os preços subiram

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A justificativa oficial do Google é uma escassez “sem precedentes” de chips de memória, um problema que a própria empresa já havia sinalizado no fim do mês passado. O motivo por trás do desabastecimento é a explosão da demanda por infraestrutura de inteligência artificial: os data centers voltados a treinar e operar modelos de IA estão competindo diretamente com fabricantes de smartphones pela capacidade de produção de semicondutores disponível no mundo.

Esse movimento não é exclusivo do Google. A pressão sobre a cadeia de suprimentos de memória tem se espalhado por toda a indústria de eletrônicos, à medida que empresas de tecnologia intensificam investimentos bilionários em chips avançados para sustentar o crescimento acelerado da IA generativa — uma corrida que já vinha elevando os custos de produção mesmo antes dos anúncios mais recentes do setor.

O contexto por trás do aumento

Vale destacar que o aumento de preço não parece ser uma decisão isolada de estratégia comercial, mas uma resposta direta a um custo de produção que subiu para todo o setor. Outras fabricantes de smartphones enfrentam pressões parecidas, e o cenário sugere que aparelhos com forte apelo em recursos de inteligência artificial embarcada — como é o caso da linha Pixel, com o Gemini Nano rodando localmente — tendem a sentir ainda mais esse impacto, já que dependem de memória de alta performance para processar essas tarefas no próprio dispositivo.

O aumento no Pixel 11 reforça um sinal que vinha sendo dado há semanas: a escassez de memória tende a impactar o preço de smartphones no mundo todo pelos próximos meses, não apenas os modelos do Google. Resta acompanhar se outras marcas vão seguir o mesmo caminho e como o mercado brasileiro, que sequer recebe os Pixels oficialmente, vai sentir esse reflexo nos preços de aparelhos concorrentes.

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