Com o anúncio do remaster gratuito chegando em 29 de setembro, é a desculpa perfeita para revisitar um dos RPGs mais amados da história dos games. Mais de dez anos depois do lançamento, The Witcher 3: Wild Hunt ainda esconde curiosidades que passam despercebidas até para quem já zerou o jogo mais de uma vez. Separamos 10 delas para você impressionar os amigos na próxima maratona pelo Continente.
1. A barba de Geralt cresce de verdade
Não é só efeito visual: a barba do bruxo cresce dinamicamente conforme o tempo passa dentro do jogo. Se você deixar de visitar um barbeiro por muitos dias, vai notar Geralt cada vez mais desgrenhado. É um detalhe pequeno, mas que ajuda a dar a sensação de que o tempo realmente passa em Rivia e no resto do mundo, algo raro em jogos de mundo aberto da época.
2. Gwent quase foi cortado do jogo
O minigame de cartas que virou febre e ganhou até um spin-off próprio quase não existiu. Segundo relatos de desenvolvedores, havia receio de que o Gwent quebrasse o ritmo da narrativa principal e virasse uma distração desnecessária. Ainda bem que decidiram manter, já que hoje o jogo de cartas é tão amado quanto a própria história principal.
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3. Existe um navio fantasma escondido em Skellige
Em um horário específico da noite e em um ponto exato das águas de Skellige, um navio fantasma aparece por poucos segundos antes de sumir. O fenômeno se repete todos os dias no mesmo local, mas como não há nenhuma missão apontando para ele, a maioria dos jogadores nunca chega a ver essa cena.
4. O élfico do jogo foi criado do zero
O idioma Hen Linge, falado pelos elfos, não é um dialeto inventado às pressas. A CD Projekt RED desenvolveu vocabulário e regras gramaticais próprias para a língua, no mesmo espírito do que Tolkien fez com o élfico de O Senhor dos Anéis. É o tipo de capricho que só reforça o quanto o estúdio levou a construção desse universo a sério.
5. O mapa é 35 vezes maior que o de The Witcher 2
Quando foi lançado, o salto de escala em relação ao jogo anterior impressionou a indústria. A ideia não era só ter um mundo grande, mas denso: cada região carrega detalhes, histórias e segredos que recompensam quem sai do caminho principal, em vez de mapas vazios só para dar sensação de escala.
6. Easter eggs escondidos homenageiam outras franquias
Explorando o Continente com atenção, é possível encontrar referências à cultura pop escondidas em cantos improváveis. Há um cálice de fogo que remete a Harry Potter em uma missão da expansão Hearts of Stone, um corpo com semelhanças a um personagem de Game of Thrones em Kaer Almhult, e até um laboratório clandestino em Novigrad que lembra bastante a estética de Breaking Bad.

7. O sistema de clima muda mais do que a paisagem
Chuva, neblina e tempestades em The Witcher 3 não são só cenário bonito. Elas afetam a visibilidade, o comportamento de alguns monstros e até a forma como certas missões se desenrolam, reforçando a sensação de que o mundo reage ao jogador e não o contrário.
8. Uma missão secundária reconta a Cinderela de um jeito sombrio
A quest “Uma Torre Solitária” claramente se inspira no conto clássico, mas troca o final feliz por traição e manipulação, no tom mais maduro que é marca registrada da franquia. É um bom exemplo de como o jogo usa referências familiares para surpreender quem espera o clichê.
9. As expansões não são “conteúdo extra” qualquer
Hearts of Stone e Blood and Wine costumam ser citadas como algumas das melhores expansões já lançadas para um RPG, e não é exagero: ambas trazem narrativas com peso próprio, personagens marcantes e, no caso de Blood and Wine, uma região inteira nova para explorar, com sistema de clima e economia próprios.
10. Efeitos sonoros de combate são propositalmente irremovíveis
Os sons que indicam ataques fortes não podem ser desligados nas opções do jogo, e isso é intencional: eles funcionam como um aviso sonoro para o jogador diferenciar um golpe normal de um ataque mais poderoso durante o combate, especialmente útil em situações mais caóticas com vários inimigos ao mesmo tempo.