O Xiaomi 17 Ultra chegou como o novo carro-chefe da linha Ultra, reforçando a parceria da marca com a Leica e apostando pesado no discurso de “celular que também é uma câmera profissional”. Depois de meses circulando em reviews internacionais, o veredito é consistente: o 17 Ultra entrega uma das melhores experiências fotográficas já vistas em um smartphone, mas ainda carrega pequenas inconsistências que o impedem de ser perfeito.
Design e construção
Disponível nas cores Preto, Branco e na inédita Starlit Green — um acabamento mineral com brilho sutil que chamou atenção da crítica internacional —, o aparelho pesa cerca de 219 g, um pouco mais leve que a geração anterior mesmo com a nova câmera com zoom mecânico. É também mais leve que rivais diretos como o iPhone 17 Pro Max e o Pixel 10 Pro XL, e fica no mesmo patamar do Galaxy S25 Ultra. A tela AMOLED de 6,9 polegadas com 120 Hz mantém bordas finíssimas e um acabamento que os revisores descrevem como “discreto, mas elegante” — sem os exageros estéticos que marcaram a geração 15 Ultra.
Desempenho: o Snapdragon mais rápido, refrigerado com inteligência
O chip é o Snapdragon 8 Elite Gen 5, o mesmo que equipa outros flagships do ano, mas o Xiaomi 17 Ultra se destacou em benchmarks como Geekbench por superar levemente outros aparelhos com o mesmo processador. O grande diferencial fica por conta do sistema de refrigeração “3D dual-channel IceLoop”, combinado a uma câmara de vapor de 5.500 mm² — o resultado é um desempenho sustentado em sessões longas de jogos pesados, como Call of Duty: Mobile, sem quedas bruscas de frame rate.

Câmeras: o ponto alto (com ressalvas)
O conjunto de câmeras traseiras é o grande argumento de venda: sensor principal de 50 MP com 1 polegada, lente ultra-angular de 50 MP e teleobjetiva periscópica de 200 MP com zoom óptico de 4,2x, todas calibradas com perfis de cor Leica. Reviewers internacionais elogiaram especialmente o desempenho noturno e o caráter “cinematográfico” das fotos, colocando o 17 Ultra entre os melhores sistemas de câmera já testados em um celular. A ressalva fica por conta de pequenas inconsistências de cor entre as diferentes lentes e um alcance de zoom considerado modesto perto da concorrência mais agressiva.
Bateria e carregamento
Com bateria de silício-carbono de cerca de 6.000 mAh (a depender da versão/região) e carregamento rápido de 90W com suporte a PPS, o aparelho entregou nos testes até 8 horas de tela ativa, podendo esticar para dois dias de uso com economia. É uma evolução real sobre a geração 15 Ultra, ainda que a autonomia não seja, segundo os revisores, a maior do mercado.

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Vale a pena?
O maior obstáculo do Xiaomi 17 Ultra não está no hardware — que é praticamente irretocável — e sim no software. Reviews internacionais apontam frustrações pontuais com a camada HyperOS, considerada menos polida que a experiência de hardware oferecida pelo aparelho. Ainda assim, para quem busca o que há de mais avançado em fotografia mobile, com a chancela da Leica e desempenho de sobra para jogos pesados, o 17 Ultra segue como um dos concorrentes mais fortes ao título de “melhor câmera em um smartphone” de 2026, disputando posição direta com iPhone 17 Pro Max, Galaxy S25 Ultra e Oppo Find X9 Ultra.