GAMESSilent Hill: Townfall chega ao PS5 e PC e divide opiniões: veja o que dizem os primeiros reviews

Silent Hill

Uma ilha escocesa no lugar da cidade clássica

Townfall foi criado pela Screen Burn Interactive, o estúdio escocês antes conhecido como No Code, de Stories Untold e Observation. A publicação é dividida entre a Konami e a Annapurna Interactive. A história leva o protagonista Simon a St. Amelia, uma cidade fictícia em uma ilha da Escócia, em 1996, onde ele procura respostas sobre sua ligação com o lugar.

A ambientação virou a estrela do jogo. Os críticos elogiam detalhes como lojas fechadas, cartazes de direitos dos trabalhadores e alas apertadas de hospitais do sistema de saúde britânico. Isso passa a impressão de uma comunidade que já enfrentava problemas antes de qualquer monstro aparecer, e evita transformar a Escócia em um simples cenário bonito para pesadelos importados.

A CRTV: a TV de bolso que substitui o rádio

A grande novidade de jogabilidade é a CRTV, uma pequena TV portátil que Simon carrega e pode sacar a qualquer momento. Ao sintonizar o sinal de um inimigo, uma silhueta aparece no meio do chuvisco vermelho, mostrando que algo está se movendo, sem revelar exatamente onde. Além de localizar monstros, o aparelho traz pistas de para onde ir e ajuda na resolução de quebra-cabeças. Já Zoe usa um pager que indica a posição das criaturas por perto.

Os quebra-cabeças giram em torno de aparelhos analógicos, e os testes indicam que o jogo não apela para enigmas absurdos só para travar o progresso. O resultado é uma aventura que aposta em tensão, esconde-esconde e paciência, com duração entre 10 e 15 horas, segundo os reviews.

Onde o jogo pega

Aqui entram as reclamações. O combate recebe reações mistas: há quem o considere satisfatório e quem o ache repetitivo e fácil demais. A variedade de monstros é outro ponto recorrente, já que os inimigos perdem o impacto quando o jogador se acostuma com eles. A própria CRTV, apesar de bem recebida por alguns, é apontada como subaproveitada em certas análises.

As notas refletem essa divisão. O Push Square deu 7/10, o PPE.pl deu 7,5/10 e o DayOne deu 6/10, todos elogiando o clima e a apresentação e cobrando mais do combate. Segundo um levantamento publicado nos últimos dias, o Metacritic ainda não tinha gerado a nota do jogo, então vale conferir os números finais nos próximos dias.

Konami quer um Silent Hill por ano

Townfall faz parte da estratégia da Konami de lançar pelo menos um Silent Hill por ano, entregando a franquia a estúdios diferentes. O último foi Silent Hill f, no ano passado. Para parte da crítica, a receita de chamar equipes com visões novas está funcionando, e o Townfall mostra que o estúdio entendeu o que torna a série tão perturbadora, mesmo com a mudança para a primeira pessoa.

Vale a pena jogar?

Para quem curte terror atmosférico e gosta de ver a série tentando coisas novas, a resposta tende a ser sim. O clima, o cenário e os quebra-cabeças analógicos são os pontos mais fortes. Já quem espera combates intensos e uma galeria variada de monstros pode se decepcionar. Veteranos também podem sentir falta do jeitão clássico dos primeiros jogos.

Por ora, as fontes consultadas só confirmam o lançamento para PS5 e PC, e a TechNotícia acompanha se o jogo chega a outras plataformas. Como é um lançamento recente, o ideal é esperar mais análises e a nota final nos agregadores antes de decidir, sobretudo se o combate pesa para você.

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