
Ia decifra Uma mensagem cifrada pelo exército alemão em plena Segunda Guerra Mundial, que resistia a todas as tentativas de decifração desde 2005, finalmente foi resolvida. E o mais curioso: quem conseguiu o feito não foi um criptógrafo profissional, mas sim uma inteligência artificial. O GPT-6 Astra, modelo mais avançado da OpenAI, decifrou sozinho o código em cerca de dez horas, surpreendendo até os pesquisadores que estudam a Enigma há décadas.
A mensagem que ninguém conseguia ler
O texto cifrado, identificado pelo código MVUEH, tem apenas 82 caracteres e foi transmitido em 10 de julho de 1941 por uma estação alemã ligada à divisão SS-Totenkopf. A mensagem está catalogada desde 2005 no site CryptoCellar Research, mantido pelo pesquisador Frode Weierud, referência mundial em criptoanálise da Enigma. Segundo o próprio Weierud, o código resistiu a todas as tentativas de solução por quase duas décadas, entre outros motivos porque era curto demais, continha erros de transcrição nas cópias preservadas e apresentava uma mudança rara no comportamento de um dos rotores da máquina.
Como a inteligência artificial resolveu o mistério
Quem colocou o GPT-6 Astra para trabalhar no caso foi Carter Leffen, desenvolvedor de produtos da Bloomberg em Nova York, sem formação em criptografia. Segundo relatos publicados sobre o experimento, o processo seguiu mais ou menos esta ordem:
- Leffen pediu ao modelo apenas que tentasse resolver alguma das mensagens ainda sem solução listadas no site de Weierud
- O GPT-6 Astra analisou o acervo e escolheu sozinho a mensagem MVUEH como a mais promissora
- O modelo percebeu que outra mensagem do mesmo dia, já decifrada em 2017, poderia estar relacionada ao mesmo texto
- A IA identificou o nome de cidade “ROSENOW”, repetido duas vezes, como pista provável dentro do texto cifrado
- Para testar a hipótese, o modelo escreveu do zero um simulador de Enigma e um programa de busca de chaves em Python e C++
- Depois de rodar diferentes combinações, o sistema encontrou a chave correta e recuperou o texto original
O resultado final revelou uma mensagem simples: um soldado alemão baseado na cidade de Rosenow pedia instruções sobre a rota de marcha e solicitava resposta imediata por rádio. O texto ainda trazia pequenos erros de digitação do operador da época, como “BTTE” no lugar de “BITTE”, detalhe que reforçou a autenticidade da decifração aos olhos dos pesquisadores.
Quem merece o crédito: humano ou máquina?
O caso gerou um debate curioso sobre quanto da descoberta pertence à IA e quanto pertence ao humano por trás do teclado. Weierud, o guardião do arquivo, afirmou que o próprio Leffen apenas pediu ao modelo para tentar as mensagens não resolvidas, e que a partir daí o GPT-6 Astra conduziu praticamente tudo sozinho, incluindo escolher a mensagem certa, montar a hipótese e escrever o código necessário. Já Leffen descreve o processo como uma investigação conduzida por ele, com o modelo atuando como ferramenta avançada de pesquisa.
De qualquer forma, os próprios envolvidos fazem questão de deixar um ponto claro: a inteligência artificial não “quebrou” a Enigma como sistema de criptografia, algo que já havia sido feito por matemáticos ainda durante a própria guerra. O que aconteceu foi a recuperação de uma mensagem específica, dentro de um acervo moderno de textos que resistiam havia anos, graças à capacidade do modelo de combinar pesquisa histórica, lógica e programação de forma autônoma.
Quem merece o crédito: humano ou máquina?
O caso gerou um debate curioso sobre quanto da descoberta pertence à IA e quanto pertence ao humano por trás do teclado. Weierud, o guardião do arquivo, afirmou que o próprio Leffen apenas pediu ao modelo para tentar as mensagens não resolvidas, e que a partir daí o GPT-6 Astra conduziu praticamente tudo sozinho, incluindo escolher a mensagem certa, montar a hipótese e escrever o código necessário. Já Leffen descreve o processo como uma investigação conduzida por ele, com o modelo atuando como ferramenta avançada de pesquisa.
De qualquer forma, os próprios envolvidos fazem questão de deixar um ponto claro: a inteligência artificial não “quebrou” a Enigma como sistema de criptografia, algo que já havia sido feito por matemáticos ainda durante a própria guerra. O que aconteceu foi a recuperação de uma mensagem específica, dentro de um acervo moderno de textos que resistiam havia anos, graças à capacidade do modelo de combinar pesquisa histórica, lógica e programação de forma autônoma.