CURIOSIDADES10 curiosidades sobre a trilogia grega de God of War que todo fã espartano precisa saber

Antes de trocar Zeus por Odin e a Grécia pela Escandinávia, God of War já era um fenômeno — e um dos mais violentos, dramáticos e bem-sucedidos da história do PlayStation. A trilogia original, iniciada em 2005 no PS2, moldou não só o gênero hack and slash, como também criou um dos anti-heróis mais icônicos dos games. Relembramos 10 curiosidades da era grega de Kratos que ainda surpreendem até hoje.

O nome Kratos não foi escolhido à toa

O nome do protagonista não é apenas forte na sonoridade: “Kratos” significa força em grego, uma escolha perfeita para o “Fantasma de Esparta”. Na mitologia real, o personagem ainda tinha um irmão mais novo chamado Deimos — a personificação do terror na mitologia grega, filho de Afrodite e Ares — que serviu de inspiração direta para a trama de vingança que move boa parte da trilogia.

A cicatriz de Kratos tem uma origem bem específica

Aquela marca característica no rosto de Kratos não surgiu por acaso na história: a cicatriz foi feita pelo próprio Ares, quando o deus da guerra foi até a vila de Kratos buscar seu irmão Deimos, acompanhado de Atena, pois acreditavam que o garoto poderia ser o mortal profetizado para destruir o Olimpo.

Kratos quase foi azul (sim, azul)

O visual mais icônico dos games quase foi bem diferente. Quando o criador da franquia, David Jaffe, revelou a primeira arte conceitual de Kratos, as marcas em seu corpo eram azuis — até alguém notar que o visual lembrava demais a classe Bárbaro de Diablo II. Como praticamente ninguém da equipe havia jogado o clássico da Blizzard, o detalhe passou despercebido até ser apontado, o que levou à mudança das tatuagens e roupas para o vermelho que conhecemos hoje.

A inspiração de Kratos veio do cinema (mas não do jeito óbvio)

Muita gente acha que Kratos foi inspirado direto em algum filme de ação dos anos 80 ou 90, mas a explicação é mais específica que isso. Cory Barlog, um dos diretores históricos da franquia, revelou que a ideia original era misturar o personagem Martin Riggs, de Máquina Mortífera, com Maximus, de Gladiador — uma combinação de instabilidade emocional com o porte de um general implacável.

O verdadeiro “pai” visual de God of War é um mestre dos efeitos especiais

Apesar de toda a estética grandiosa remeter a filmes de ação hollywoodianos, a principal influência cinematográfica de God of War não veio de um filme de ação moderno, mas sim do trabalho do já falecido Ray Harryhausen, gênio dos efeitos especiais em clássicos como Simbad e a Princesa, Jasão e o Velo de Ouro e Fúria de Titãs. Não é coincidência que os combates contra criaturas mitológicas gigantes lembrem tanto aquele estilo de stop-motion old-school.

O vilão-estátua de God of War III é uma das Sete Maravilhas do Mundo

Um dos momentos mais memoráveis da trilogia é a batalha contra uma estátua gigante controlada por Zeus. Essa estátua se chama Colosso de Rhodes e era, de fato, uma das sete maravilhas do mundo antigo — um easter egg histórico que muita gente jogou sem perceber.

Nem tudo que parece Medusa é Medusa

Em God of War II, é fácil confundir uma das vilãs com a Medusa clássica. Na verdade, essa personagem é Euryale, uma das irmãs mais velhas de Medusa, parte do trio das Górgonas — a outra irmã, Stheno, chegou a aparecer depois no multiplayer de God of War: Ascension.

Só existe um momento em que Kratos sorri em toda a trilogia

Por mais que o Fantasma de Esparta seja praticamente sinônimo de fúria constante, existe uma única exceção emocional em toda a saga clássica: o único momento em que Kratos sorri em toda a série acontece quando ele reencontra sua filha Calliope no submundo.

God of War III – “Grieve the Fallen God” | MetaGame

God of War II tem o maior número de chefes da franquia

Quem acha que os jogos atuais são os mais “cheios de conteúdo” pode se surpreender: God of War II é o jogo com mais chefes de toda a franquia, somando 14 batalhas contra grandes criaturas ao longo da campanha.

Um ator repetiu o mesmo papel do cinema dentro do game

Um dos detalhes mais bacanas de God of War II é a escolha de elenco para Perseu: o personagem é dublado por Harry Hamlin, o mesmo ator que interpretou Perseu no filme original Fúria de Titãs, de 1981 uma homenagem direta que reforça a ligação entre a franquia e o cinema mitológico clássico que a inspirou.

Da inspiração em filmes de efeitos especiais ao easter egg das Sete Maravilhas do Mundo, a era grega de Kratos guarda tantos detalhes quanto a saga nórdica que veio depois e ajuda a entender por que o personagem se tornou um dos maiores ícones dos videogames.

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