
Faltando pouco para chegar às lojas, Fire Emblem: Fortune’s Weave já está causando o tipo de alvoroço que só os grandes lançamentos da Nintendo costumam gerar. O novo RPG tático exclusivo de Nintendo Switch 2 recebeu suas primeiras notas da imprensa especializada nesta terça-feira, e o resultado impressionou até quem já esperava um bom jogo. Com lançamento oficial marcado para 17 de setembro, o título chega embalado por uma das repercussões críticas mais positivas do ano.
Um começo de carreira quase perfeito
Depois de dezenas de análises publicadas, Fire Emblem: Fortune’s Weave alcançou a marca de 89 pontos no Metacritic, considerada “geralmente favorável” pela plataforma, com a esmagadora maioria das avaliações classificadas como positivas. No OpenCritic, o resultado é ainda melhor: nota média de 90, selo “Mighty” e recomendação de 95% dos críticos que analisaram o jogo.
Alguns veículos foram além da média e deram a nota máxima ao título, elogiando a evolução do sistema de combate tático da série e a forma como o jogo equilibra profundidade estratégica com acessibilidade para novos jogadores. Outros destacaram a ambição da proposta, avaliando que a Intelligent Systems conseguiu expandir tudo o que a franquia já havia feito até aqui.
Quatro heróis, uma história só
O grande diferencial de Fortune’s Weave está na estrutura narrativa. Em vez de seguir um único protagonista, o jogo acompanha quatro heróis com histórias interligadas, viajando entre o passado e o presente para reunir aliados e enfrentar um deus demoníaco que ameaça o mundo. Cada personagem tem sua própria jornada, suas próprias habilidades e seu próprio elenco de apoio, multiplicando as possibilidades de estratégia nas batalhas.
Essa abordagem multifacetada também muda a forma como o jogador se relaciona com a campanha, já que as decisões tomadas na trajetória de um herói podem repercutir nas histórias dos outros três, criando conexões que só ficam evidentes conforme o jogo avança. Ao intercalar essas perspectivas, a Intelligent Systems consegue construir um mundo mais coeso, no qual cada protagonista contribui com uma camada diferente para o mesmo conflito central, tornando a experiência mais rica tanto na narrativa quanto no campo de batalha.
Essa escolha de design lembra o esquema de casas visto em Three Houses, mas levado a um novo patamar de complexidade. Segundo relatos da crítica, é possível passar mais de 100 horas explorando todo o conteúdo disponível, entre missões principais, batalhas táticas e o desenvolvimento individual de cada integrante do time.

Nem tudo são elogios
Apesar da recepção majoritariamente positiva, nem todas as análises foram unânimes. Algumas publicações apontaram que o ritmo perde força nos capítulos finais, prejudicado por uma hierarquia de protagonistas um tanto confusa e por trechos de gerenciamento de mapa considerados repetitivos. Há também quem tenha criticado a extensão da campanha, avaliando que o volume de conteúdo pode cansar parte do público.
Ainda assim, mesmo as críticas mais moderadas reconheceram que as batalhas nunca estiveram tão bem construídas na franquia.
Como o jogo se compara aos antecessores
A nota de 89 coloca Fortune’s Weave no mesmo patamar de Three Houses, até então um dos títulos mais celebrados da série, e bem acima de Fire Emblem Engage, que havia fechado sua média em 80 pontos. O resultado reforça a ideia de que a Intelligent Systems recuperou o fôlego crítico da franquia depois de uma recepção mais dividida com o lançamento anterior.

Com estreia marcada para amanhã, 17 de setembro, Fire Emblem: Fortune’s Weave chega como um dos concorrentes mais fortes na disputa por jogo do ano dentro do catálogo de RPGs táticos do Switch 2. Resta saber se o público vai confirmar a mesma empolgação da crítica assim que colocar as mãos no game.