SMARTPHONESGoogle Pixel 11: novo chip Tensor G6, câmeras turbinadas por IA e ainda sem data para o Brasil

O Google finalmente puxou a cortina da sua nova geração de smartphones. Durante o evento Made by Google 2026, realizado nesta semana, a empresa apresentou oficialmente o Pixel 11, o Pixel 11 Pro, o Pixel 11 Pro XL e o dobrável Pixel 11 Pro Fold. A aposta da fabricante é clara: menos revolução no hardware e um investimento pesado em inteligência artificial rodando localmente nos aparelhos, puxada pelo novo chip Tensor G6, fabricado em litografia de 2 nanômetros.

Design renovado e telas mais brilhantes

Uma das mudanças mais visíveis está na parte de trás dos aparelhos. A tradicional barra de câmeras do Pixel foi redesenhada e ficou 40% mais fina, deixando o volume quase imperceptível quando o celular é usado com uma capa oficial. Nos modelos Pro, essa barra ganhou acabamento em vidro integrado a uma estrutura metálica, dando um ar ainda mais premium à linha.

As telas também evoluíram. O Pixel 11 vem com um painel Actua de até 3.000 nits de brilho, enquanto o Pixel 11 Pro e o Pro XL usam a nova geração Super Actua, que chega a 3.600 nits cerca de 9% mais luminosa que a geração anterior. Todos os modelos contam com proteção Corning Gorilla Glass Victus 2 e certificação IP68 contra água e poeira.

Outro destaque estético é o HiLight, um conjunto de LEDs instalado na parte traseira dos modelos Pro. Ele muda de cor para indicar quem está ligando quando o aparelho está virado para baixo, e também reage visualmente enquanto a assistente Gemini está “ouvindo” ou processando um pedido.

Câmeras com sensor maior e efeito “digicam”

Do lado da fotografia, o conjunto traseiro triplo ganhou um sensor principal maior, de 48 MP, com até 56% mais sensibilidade à luz em ambientes escuros. O zoom óptico chega a 5x em toda a linha, com os modelos Pro oferecendo resolução ainda maior nas lentes secundárias.

A curiosidade fica por conta de um novo recurso batizado de “captura mágica com estética digicam”: em vez de deixar a inteligência artificial corrigir imperfeições, o software agora consegue simular de propósito o visual granulado e nostálgico das câmeras digitais dos anos 2000 uma resposta direta à volta desse estilo entre o público mais jovem.

Na parte de software, o Live Translate ganhou dublagem em tempo real para vídeos, podcasts e conteúdos do YouTube, processada localmente pelo Tensor G6 e compatível, por enquanto, com dez idiomas.

Preços sobem e Brasil continua de fora

A pré-venda dos aparelhos já começou nos Estados Unidos, com valores partindo de US$ 899 para o Pixel 11 e chegando a US$ 1.899 na configuração mais robusta do Pixel 11 Pro Fold. As entregas para quem comprou antecipadamente começam no dia 20 de agosto, data que também marca a chegada dos modelos às lojas físicas da Google Store e de varejistas parceiros.

Assim como aconteceu com as gerações anteriores, a linha Pixel segue sem venda oficial no Brasil o país não aparece na lista de regiões atendidas pela Google Store. Ainda assim, os novos modelos costumam chegar ao mercado nacional via importação em marketplaces, geralmente com preços bem mais salgados por causa de impostos e frete internacional.

O aumento de preço da linha também chamou atenção de analistas do setor. A alta nos custos de componentes essenciais, como memória RAM e os processadores fabricados em 2 nanômetros, tem pressionado toda a indústria inclusive rumores sobre o próximo iPhone 18 Pro Max, que também deve ficar mais caro pelo mesmo motivo. Todos os modelos da linha Pixel 11, incluindo o Pro Fold, vão receber sete anos de atualizações de sistema, mantendo o compromisso de longevidade que o Google vem adotando desde a linha Pixel 8.

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